sábado, 12 de abril de 2014

DEGRAUS PARA A EXCELÊNCIA

Olá amigos, estamos aqui para mais uma postagem. Como sempre, penso em escrever muitas coisas e, vez por outra, me vem a dúvida sobre o que partilhar com vocês. Interessante que o venho compartilhando provém do feedback de muitos de vocês, de amigos ou de situações nas quais reflito no meu próprio ambiente de trabalho.

Hoje quero conversar sobre algo muito interessante: os estágios na aquisição e incorporação de habilidades e comportamentos capazes de elevar nossa competência (lembra do CHA?). Estaremos nos fundamentando no livro de James C. Hunter, o Monge e o Executivo, páginas 123 a 124, que, apesar de aplicar o conceito à liderança, entendo ser extensível a outras habilidades sejam elas técnicas, conceituais ou humanas.

Segundo o autor, existem quatro estágios na aquisição de habilidades de liderança, quais sejam:

1. Estágio Um: Inconsciente e Sem Habilidade

Esse é o estágio em que você ignora a necessidade de praticar determinada ação, seja por não ter a consciência do mesma, seja por estar naturalmente despreparado. Ele cita o exemplo do estágio anterior ao de aprender a jogar basquete, esquiar, tocar piano, datilografar ou, quando crianças, essa fase é ainda comparada ao momento que antecede o desejo de nossas mães de que passemos a usar o sanitário.

2. Estágio Dois: Consciente e Sem Habilidade

Num segundo estágio, você toma consciência do novo comportamento, mas ainda não tem a prática. É quando chega aquele estagiário ou novo funcionário bem disposto, mas sem experiência. É quando você fica sentado diante da máquina de escrever ou do piano. Você está meio desajeitado, sem habilidade. É um momento crítico. Aqui, se você perseverar, irá para o estágio seguinte.

3. Estágio Três: Consciente e Habilidoso

Esse é o estágio em que você está se tornando habilidoso e, confortavelmente, consegue desenvolver suas aptidões. É quando o esquiador já consegue desempenhar razoavelmente bem sua descida, quando o digitador e o pianista já não precisam ficar olhando para o teclado, mais ainda não é o estágio final da apropriação de habilidades, ou seja, o momento em que aquela prática se tornará um hábito incorporado ao seu cotidiano.

4. Estágio Quatro: Inconsciente e Habilidoso

Esse é o estágio no qual você “não precisa mais pensar”. Você tem dentro de si um nível tão elevado de agregação de competências que o exercício das mesmas pode ser comparável a atos do dia-a-dia como quando você passa a usar o sanitário, escovar os dentes, sem pensar, segundo o autor.
É quando um esquiador desce uma montanha como se estivesse andando na rua. Jornalistas americanos chegaram a zombar da forma como Michael Jordan jogava como “inconsciente”. É o estágio no qual aquele atleta não pensava em sua forma ou estilo porque tudo havia sido tornado tão natural para ele. É quando um tecladista ou pianista nem pensa quando seus dedos tocam o teclado. É a fase na qual, entendamos, você não se esforça tanto para adquirir habilidades, pois tudo se tornou extremamente natural para você.

Diante desses comentários, convido você a refletir sobre onde você se encontra em seu desempenho profissional. Infelizmente, algumas pessoas, em virtude de situações negativas ou desafios, afrouxam ou desistem nos estágios 2 ou 3. Chegaram até a iniciar bem algumas atividades, mas aí mudam de profissão, emprego, largam tudo para se arriscar em sonhos ilusórios e pouco viáveis. É aquele vendedor que pede para mudar de filial. É aquele funcionário que vive fazendo rodízio ou aquele empregado que vive “pulando de galho em galho.”
A meu ver, só devemos sair do lugar onde estamos quando tivermos a convicção de que nosso ambiente de trabalho não irá permitir a conversão de nossas potencialidades à excelência que conduz à auto-realização. É preciso perseverar, persistir. Se Deus te colocou ali, aproveite toda e qualquer chance de aprendizado. 

Lembro-me da frase: “a exaustão leva à perfeição.” não sei de qual autor. Abraços e até a próxima!


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