Quando falamos sobre perdão, estamos falando sobre
reconciliação. E reconciliar significa restabelecer relações. Constantemente temos
a necessidade de reconciliação em nossas vidas, como um todo. A vida
profissional não pode ficar de fora, pois é uma área decisiva para nós. As
reflexões para essa semana giram em torno da maneira como lido com meu trabalho
e o nível de comprometimento que tenho com a organização a qual pertenço. Em
suma, estou feliz aonde me encontro?
Proponho as seguintes perguntas: Sinto-me
realizado fazendo o que faço? Considero-me
bem remunerado para o cargo que exerço? Estou
disposto a novos desafios, acreditando ter potencial para gerar mais resultados
para mim e para a organização?
Em 2011, foi realizada uma pesquisa por uma empresa de
Recursos Humanos com a seguinte pergunta: Você é feliz no emprego? Sabe qual
foi a resposta? 48% dos entrevistados disseram NÃO. A Pesquisa mostrou dados
interessantes. Dos insatisfeitos, veja uma parte do perfil:
- 32% estão na faixa de 20 a 30 anos;
- 86% encontram-se na cidade de São Paulo;
- A insatisfação é inversamente proporcional ao grau de escolaridade. Pessoas com graduação corresponderam a 61% dos que disseram NÃO, enquanto apenas 1% dos insatisfeitos possuíam Doutorado;
- Os graduados em Administração representam 23% dos insatisfeitos;
- Os funcionários de empresas privadas correspondem a 74%, enquanto no serviço público, esse índice é de 10%;
- Quanto maior o grau hierárquico, menor seria a insatisfação.
- A faixa salarial entre R$ 1 mil e R$3 mil concentra a maior parte dos não satisfeitos (36%)
- 59% são mulheres e 48% são homens.
Esses dados mostram que, para os mais novos, os resultados
chegam com perseverança. Os primeiros anos são de “ralação” mesmo até você
conseguir “encaixar” bem suas potencialidades. Para ganhar mais, é necessário
assumir maiores responsabilidades e estar mais capacitado. Isso leva tempo. Em
segundo lugar, é preciso planejar uma carreira vencedora, buscar conhecimentos
que gerem competências, não títulos (na minha opinião), desejar e se empenhar
por crescer. Graduados em Administração que não tem vocação para liderar ou
empreender, podem frustrar-se. Serviço público ou iniciativa privada? vai
depender do perfil de cada um: Há quem goste do risco com possibilidades de
crescimento e há os que procuram estabilidade.
Paralelo a essas breves análises, convido-lhe à busca do
auto-conhecimento e uma análise sobre a sua missão pessoal e à missão, visão, valores e filosofia da instituição onde
atua. Aí entra o seguinte: Você não se identifica atualmente porque não está gerando
resultados satisfatórios para si e para a organização ou você está sendo eficaz,
mas não se identifica com os valores, a visão e a missão da instituição. Quanto
melhor for esse “casamento”, melhor para o profissional, para a empresa e para
a sociedade como um todo, contribuindo para que haja um profissional
insatisfeito a menos “no mundo”. Aí você se pergunta: É tempo de mudar, de
sair, de buscar algo diferente ou é tempo permanecer e, ainda que pouca coisa
mude exteriormente, eu mude minhas atitudes e reencontre o caminho da motivação
e realização enquanto profissional.
Aguardo seus comentários. Até a próxima.
Pesquisa oriunda do site: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/07/pesquisa-mostra-que-48-das-pessoas-estao-infelizes-no-trabalho.html
"Sê o que quiseres, mas procura sê-lo totalmente." (São Thomas More)
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