domingo, 17 de novembro de 2013

O PERDÃO NA VIDA PROFISSIONAL - PARTE II


Continuando o tema da semana passada, vamos avançar um pouco mais nessa “história de perdão”. É lógico que, para falar de perdão, devemos pressupor mágoas, ressentimentos, rancores ou coisas do gênero.

Vamos focar nessa e nas próximas reflexões em três perspectivas:

1. Como está o meu relacionamento com meus liderados, como gestor;

2. Como está o meu relacionamento com os superiores aos quais estou subordinado;

3. Como lido comigo mesmo em meu cargo ou função e como está o meu nível de comprometimento ou envolvimento com a missão da organização à qual pertenço.

No que tange à minha relação com os meus liderados, pode-se perceber o quanto essa possa estar conturbada e carente de ser  restaurada.

Você se relaciona bem com sua equipe?

Dá-lhes feedback sincero e encorajador acerca de seu desempenho profissional?

Sua voz encontra ressonância, ou seja, tem capacidade natural de influenciá-los para objetivos comuns?

Creio que há muitos líderes desgastados com sua missão, seja pela necessidade de renovação de seus propósitos, seja pela necessidade de reconciliação com seus subordinados. Há pessoas que ainda pensam no velho: “manda quem pode, obedece quem tem juízo.”, não considerando os limites de seus liderados e, portanto, desgastando relações, confundindo liderança com exercício de poder.

Liderar e exercer autoridade sobre as pessoas é diferente de simples exercício de poder. Liderar é influenciar, ter autoridade reconhecida por um grupo de pessoas, em vista de metas comuns. Exercer poder, por exemplo, pode ser exercício de cargo político, estar na chefia de um companhia que por si só não pressupõe necessariamente capacidade de influenciar, motivar e conduzir pessoas.
Gosto da frase dita por Margareth Thatcher: “Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar as pessoas que você é, você não é.”

Dessa forma, julgo que a eficácia e a excelência no desempenho profissional dependam em muito da capacidade dos líderes influenciarem positivamente suas equipes, pois há inúmeros potenciais a serem “explorados”. Precisam ser capazes de “tirar o melhor que as pessoas podem dar”. Essa relação, mesmo em meio aos grandes desafios cotidianos, deve ser pautada pelo princípio do ganha-ganha.

Líder de verdade, não pode e nem deve guardar mágoas, mas ter um coração brando e capaz de conciliação e de gerar sinergia em sua equipe.

Nas próximas postagens, comentarei sobre os itens 2 e 3, acima mencionados. Aguardamos os comentários e até a próxima. Boa semana de trabalho e boas reflexões.

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