Continuando o tema da semana
passada, vamos avançar um pouco mais nessa “história de perdão”. É lógico que, para
falar de perdão, devemos pressupor mágoas, ressentimentos, rancores ou coisas do
gênero.
Vamos focar nessa e nas próximas
reflexões em três perspectivas:
1. Como está o meu relacionamento
com meus liderados, como gestor;
2. Como está o meu relacionamento com os
superiores aos quais estou subordinado;
3. Como lido comigo mesmo em meu
cargo ou função e como está o meu nível de comprometimento ou envolvimento com
a missão da organização à qual pertenço.
No que tange à minha relação com
os meus liderados, pode-se perceber o quanto essa possa estar conturbada e
carente de ser restaurada.
Você se relaciona bem com sua equipe?
Dá-lhes feedback sincero e encorajador acerca
de seu desempenho profissional?
Sua voz encontra ressonância, ou
seja, tem capacidade natural de influenciá-los para objetivos comuns?
Creio que há muitos líderes
desgastados com sua missão, seja pela necessidade de renovação de seus
propósitos, seja pela necessidade de reconciliação com seus subordinados. Há
pessoas que ainda pensam no velho: “manda quem pode, obedece quem tem juízo.”,
não considerando os limites de seus liderados e, portanto, desgastando
relações, confundindo liderança com exercício de poder.
Liderar e exercer autoridade
sobre as pessoas é diferente de simples exercício de poder. Liderar é influenciar,
ter autoridade reconhecida por um grupo de pessoas, em vista de metas comuns. Exercer
poder, por exemplo, pode ser exercício de cargo político, estar na chefia de um
companhia que por si só não pressupõe necessariamente capacidade de
influenciar, motivar e conduzir pessoas.
Gosto da frase dita por Margareth
Thatcher: “Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar as pessoas
que você é, você não é.”
Dessa forma, julgo que a eficácia
e a excelência no desempenho profissional dependam em muito da capacidade dos
líderes influenciarem positivamente suas equipes, pois há inúmeros potenciais a
serem “explorados”. Precisam ser capazes de “tirar o melhor que as pessoas
podem dar”. Essa relação, mesmo em meio aos grandes desafios cotidianos, deve
ser pautada pelo princípio do ganha-ganha.
Líder de verdade, não pode e nem deve
guardar mágoas, mas ter um coração brando e capaz de conciliação e de gerar
sinergia em sua equipe.
Nas próximas postagens,
comentarei sobre os itens 2 e 3, acima mencionados. Aguardamos os comentários e
até a próxima. Boa semana de trabalho e boas reflexões.
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