terça-feira, 15 de outubro de 2013

O QUE É O “CHA” DA COMPETÊNCIA? PARTE III

Concluindo o nosso “chá”, vamos falar um pouco sobre atitudes. Seria a terceira e última parte de nossa reflexão sobre o tripé: conhecimentos + habilidades + atitudes.

Gostaria de remeter à minha primeira postagem, onde falamos acerca de possíveis causas da subutilização de potencialidades e capacidades no ambiente de trabalho. Só para relembrar, cito-as abaixo novamente:

1. O profissional não encontrou as oportunidades que julgava serem as mais adequadas e rentáveis para si e, dessa forma, teve de se contentar com uma segunda opção;

2. Decepção, desilusão ou falta de atitude num determinado momento da trajetória profissional;

3. Influência familiar que foi capaz de desviar o profissional para uma área diversa daquela para a qual tinha vocação;

4. Acomodação com um trabalho pouco ariscado e mais cômodo, porém, com baixa remuneração.

5. Auto-confiança abalada por algum evento ocorrido no passado?

Fiquei bastante surpreso ao perceber que todos os itens, segundo minha ótica, estão 100% ligados a atitudes ou a falta delas. Em nenhum deles, há insuficiência de conhecimento ou a carência de alguma habilidade.

A primeira e mais importante atitude a ser desenvolvida por quem deseja um  melhor desempenho profissional, sentir-se cada vez mais “no lugar certo”, ser mais bem remunerado é o auto-conhecimento. Precisamos nos conhecer mais. Quantas pessoas escutam: “Cara, você está no lugar errado”, “Vai se acomodar aqui mesmo?”, “Parte pra outra, cara.” Infelizmente, para alguns pode soar como crítica pesada, mas, no fundo no fundo, pode representar o desejo de algumas pessoas de nos verem melhor.

Em seguida, classificaria, a insatisfação constante, ou seja, a busca pelo aprimoramento e aperfeiçoamento pessoal e profissional que combate a falta de atitude e acomodação, evidentemente oriunda do auto-conhecimento.

Citaria ainda o gosto pelo desafio. É preciso arriscar-se um pouco mais, sair da zona de conforto para obter melhores resultados.

Por fim, gostaria de enfatizar a importância do perdão, seja o auto-perdão, seja o perdão a outros que julgamos ter obstacularizado nossa trajetória. Esse sentimento nos traz a paz interior e consequentemente a restauração de nossa auto-confiança. Passamos a estar livres do passado, de pessoas ou de eventos que nos marcaram negativamente.

Recomece hoje sua trajetória. Sempre é tempo de mudar. Finalizo com um pensamento do Papa João XXIII abaixo.

Consulte não a seus medos mas a suas esperanças e sonhos. Pense não sobre suas frustrações, mas sobre seu potencial não usado. Preocupe-se não com o que você tentou e falhou, mas com aquilo que ainda é possível a você fazer.

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